domingo, 9 de junho de 2013

Retornou



Todas as lágrimas foram para que algo mudasse.  Digo, não externamente. 
O suor também, claro que tem motivo e sentido. Mas será que o sol chega aqui?

E então, tudo muda. E a embriagues te toma nos braços, tampa seus olhos e ouvidos. 
Tudo é saboreado.
Até que chega um momento em que... 
Você se pega, sóbrio, completamente, no chão.
É ai que tudo volta e então o “Eterno Retorno”, é mais rápido que uma vida.
E mesmo que tudo tenha mudado.
A vida e seus pesares individuais continuam iguais.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Viver é suicídio



A cada dia, a cada gole, tudo muda, mas a vida continua igual, apenas vista de outra perspectiva. Um livro, um filme, muda toda uma vida, influenciam em seus pensamentos argumentos, debates e diálogos, sua vida muda, e você nem percebe, você passa por ela como se fosse o mesmo merda de antes, e você é, porque te falta tudo, você não sabe o porquê mudar e muito menos que mudou. O ciclo continua, e mais parece com um circulo que um ciclo. Você não agradece nem aquela musica que teu amigo acaba de tocar e que te fez bem... Você tem uma consciência de merda, que não te deixa viver, que só te mostra o lado ruim das coisas, que só está lá pra te dar uma noção filha da puta que você tá com medo, que toda essa relação de coração e mente, é poética de mais pra dar certo, que é abstrato ao ponto de você conviver sem saber exatamente porque o faz. E tudo, tudo te leva ao nada, um oco que nunca foi preenchido, e se já, não é mais, ou vai deixar de ser... Então te pergunta, será que vale a pena, e sem respostas você continua, vive apenas a espera, de que? Sabe-se lá, talvez, (rsrsrs) tão contraditória e inacreditavelmente assim, vida após a morte. Outros apenas esperam se sentir vivos. Não espere nada apenas viva e nada mais, porque isso, meu caro, é suicídio.

Perdão



Ela fecha os olhos e mergulha,
Nem tira a roupa pra tal,
Sem pensar em nada, ela se purifica,
Dentro d’água é ainda mais bela,
Não se move, espera a ordem natural das coisas.
É levada em corpo e mente, para o nada, e por lá fica

sábado, 16 de fevereiro de 2013

.

Tudo é falso, na forma e na saudade. Cada um chora pelo que passa, pelo que sente. Bella , chora pelos outros, pela hipocrisia dos outro. E eu, choro por ela que não sabe nem a metade...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O retorno do abraço


Vem se perder o tempo que for preciso, nesse abraço. Que não é tanto, mas é com amor, mas é sincero. Ele está aqui, sem nem um desperdício, sem nem um abraço há algum tempo. Só para juntar todo acalanto, só para ti. Só para te ninar, e acalmar qualquer coisa que possa vir a explodir. Só para lembrar que nem uma dor supera nossa fraternidade. Ou espera, não vem. Ele vai até você.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


Soluções... um cantarolar triste de uma bela moça, uma conversa sem pretensão com amantes. Portas fechadas, trancadas por fora. Algum gole, alguns tragos, lagrima e sorrisos, uma ou duas pessoas se fazem janelas. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

João São


Todos loucos, loucos, e veja só! Eu, o único "São" nessa merda, carrego o peso de tentar ajudar todos esses merdas. Estou cansado, puto. Todo esse peso, todo esse fardo, que eu mesmo me propus. Ninguém mais será ajudado. Serei um louco também, já que é assim, fodam-se. Que eu já tô na merda mesmo. Serei mais um ser em cima da terra. Que não vive ou morre... ou melhor, não serei nada...

domingo, 18 de novembro de 2012

Inspirapoesiação



E de repente o natural se torna indispensável, e o multicolorido torna-se preto e branco. É preciso inspirar a ação e expirar poesia. É preciso inspirar poesia e expirar a ação. É preciso se mutilar para continuar vivo, mesmo sem um pedaço teu, mesmo sem o essencial...
É preciso sentir a culpa pra que nada seja em vão, pra que de alguma forma esse sofrimento seja ainda pior.
E essa mutilação seja natural e depois indispensável.

Nesse momento, se fez poesia... inspire...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


A torneira a pingar, apenas obriga Eri Naner a perceber quanto o tempo demora a passar.  Enquanto nitidamente lembra-se dos sorrisos, e da musica tragada e compartilhada por amantes. As lagrimas escorrem como um acido pelo seu rosto, e o sorriso se abre para abraçar aquela lembrança que fere. Por fim, ele dorme, na esperança de sonhar com o que lhe foi real.

E de repente chega-me a raiva,
Numa voz inesperada e desnecessária,
E eis que a recebo de bom grado,
Só tenho uma coisa a fazer,

Dou meu ultimo trago e passo adiante.
A-deus.