Vem se perder o tempo que for preciso, nesse abraço. Que não
é tanto, mas é com amor, mas é sincero. Ele está aqui, sem nem um desperdício,
sem nem um abraço há algum tempo. Só para juntar todo acalanto, só para ti. Só
para te ninar, e acalmar qualquer coisa que possa vir a explodir. Só para
lembrar que nem uma dor supera nossa fraternidade. Ou espera, não vem. Ele vai
até você.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
João São
Todos loucos, loucos, e veja só! Eu, o único "São" nessa merda,
carrego o peso de tentar ajudar todos esses merdas. Estou cansado, puto. Todo
esse peso, todo esse fardo, que eu mesmo me propus. Ninguém mais será ajudado.
Serei um louco também, já que é assim, fodam-se. Que eu já tô na merda mesmo. Serei
mais um ser em cima da terra. Que não vive ou morre... ou melhor, não serei
nada...
domingo, 18 de novembro de 2012
Inspirapoesiação
E de repente o natural se torna indispensável, e o multicolorido
torna-se preto e branco. É preciso inspirar a ação e expirar poesia. É preciso
inspirar poesia e expirar a ação. É preciso se mutilar para continuar vivo, mesmo
sem um pedaço teu, mesmo sem o essencial...
É preciso sentir a culpa pra que nada seja em vão, pra que
de alguma forma esse sofrimento seja ainda pior.
E essa mutilação seja natural e depois indispensável.
Nesse momento, se fez poesia... inspire...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A torneira a pingar, apenas obriga Eri Naner a perceber quanto
o tempo demora a passar. Enquanto
nitidamente lembra-se dos sorrisos, e da musica tragada e compartilhada por
amantes. As lagrimas escorrem como um acido pelo seu rosto, e o sorriso se abre
para abraçar aquela lembrança que fere. Por fim, ele dorme, na esperança de
sonhar com o que lhe foi real.
sábado, 19 de maio de 2012
Só - brio
Pisando no chão e sentindo que está lá
Estou sóbrio e só, num madrugada qualquer...
Triste e linda (a tristeza não nega sua beleza).
Nostálgica,
Sinto uma vontade gigante de continuar andando sem saber onde vou parar.
Estou cansado de minha sobriedade...
E olhando nos olhos do desapego, volto para casa e leio “embriague-se” de Baudelaire.
Porque estou sóbrio?
Julia sorri. Logo de manhã
cedinho ela acorda pensando no sonho que teve, mas logo vai para o trabalho.
Sonhou que sabia voar. Como é belo seu sonho, Julia caminha tranquilamente num
campo coberto de flores. O céu a observa, a chama, e ela apenas caminha,
observando a arvore que se move num balé quando o vento a conduz, os pássaros
que brincam livres por entre as arvores e o vento, ela sonha. Julia corre até o
topo de uma colina, e lá ela espera, e lá ela sorri, o vento a conduz, ela
inclina seu corpo para frente e sente seus pés saírem do chão, fecha os olhos e
sorri novamente. Seu voo lembra o de uma pipa. Que lindo aquele momento, seu
pairar, seu amor pela liberdade. Uma sensação que não sentirá novamente.
Julia sorri, no meio do
matadouro, um fedor infernal, ela observa os urubus pairando no ar a espera de
alguma carniça, ela se lembra do sonho e deseja de alguma forma ser aquele
urubu.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Encontrar-se para que?
Enquanto vagava pelo mundo, a procura de algo para procurar,
PAREI, olhei timidamente para dentro de um boteco chamado “O Próprio”. Entrei; vi-me
cotidianamente sentado em frente ao balcão. Me encontrei, sentei ao meu lado,
pedi uma pinga, e um cigarro –um trago, um gole, um trago, um gole- um tanto
embriagado me voltei para meu eu que apenas olhava para o nada, pensei ter
encontrado o que procurava procurar. Dei um ultimo trago sorri para mim e fui
embora.
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