domingo, 15 de janeiro de 2012

O Som do Acalanto


A faca é tua, o punhal é teu...
Corta tua carne nua,
E cospe em teu próprio rosto,
E chupa teu sexo violado,
Não tens ninguém, nem mesmo contra vontade,
Corta teus pulsos frágeis
E espera que o teu sangue vá ao teu redor te acalentar.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Consciência de morte


A vida pede pra morrer,
E soluça e chora e canta,
A vida sofre por viver.

Todo tipo de amor é valido,
Ela ama a morte,
E se chama consciência, com orgulho.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


A felicidade por muitas vezes me deixou(a) triste.

Matemática do esquecimento

Três pessoas, três caminhos,
Cada um por um caminho,
Três pessoas tristes,
Duas perdas para cada pessoa,
Quantas perdas são?

Uma pessoa parada em frente a três caminhos,
Cada caminho com uma pessoa que a esqueceu,
Uma pessoa triste por três perdas,
De três pessoas que um dia o esqueceu.

Uma morte.

Quantas perdas são?
.
.
.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tempos de morte

Estou com um egoísta sentimento de morte,
Uma inútil vontade de deixar saudade,
Essa merda de sentimento,
Querendo que as pessoas sintam realmente minha falta.
Não a essa hipocrisia sentimental e fingida que vejo tanto ultimamente,
Eu quero chorar, acho que sou o único que se apega e sente falta.

A sombra do tempo se esvai,
Pouco a pouco se dissipa, levando toda e qualquer felicidade,
Volto ao meu estado normal de tristeza pacifica.

O tempo a ti nada altera,
O mesmo olhar furtivo que desvia,
Ama-te, pois o sol já se põe
E na noite estarás sozinha.
        Eri Naner


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Liberdade conceitual

Minha mente está linda,
Conformada, gritando que sim,
Enquanto eu apenas fecho os olhos e sinto,

O vento que bate em meu corpo nu,
Uma sensação inexplicável e jamais sentida de liberdade,
De descanso e de fim da dor.

Eu me jogo e nada mais existe,
O encontro com a morte mais uma vez tarda e fico muito ferido,
“pelo menos essa dor me fará esquecer o quanto dói...“

-Você merece...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Labuta


Vou chorar em júpiter,
E de meu choro, nascerá uma linda flor,
Então irei até o sol, acender meu cigarro e queimar minha flor,
Pois de nada vale uma flor sem ter a quem dá,
Então ao invés da escuridão, a luz...
O sol de lúcifer queima a flor e acende meu cigarro.

Choroso longe


Quero falar-te, apenas pelo desejo de ser compreendido,
Que te quero ao lado,
Quero que me ames como eu te amo,

Quero chorar em teu seio nu,
Ao mesmo tempo em que me encanto com tamanha beleza,
Quero chorar no ombro de um amigo,
 por saber que não me amas
mas eu apenas te amo, e te quero,
e  nada mais vale nesse momento.

Entrega-te a alguém,
E seja feliz,
É nesse tempo de tua felicidade que morro,
A cada vão segundo, que passa e apenas aguardo
A linda amante, nua, que me dará o seio após a morte...
Estarei longe, chorando feliz.

 Eri Naner

Angustia Paradoxal

Tornei-me escravo, duma vontade,
De um desejo, e mais forte que tudo, de um sentimento,
Como nunca haveria de ser,

Num inexplicável desejo de ter,
Numa inexplicável angustia de não ter,
Que perdura, até hoje, e amanhã,
Até depois de te ter,
Ficarei com essa angustia, de não ter.
Talvez, simplesmente não queira ser eu.