domingo, 25 de setembro de 2011
O cheiro do poema
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
A vida, uma rápida morte
sábado, 20 de agosto de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Escolhas
Ele pensava, e simplesmente sofria,
Pois lógico que essas cabeças que pensam,
Sofrem mais que as que não.
Queria agir mais e pensar menos, assim como
Os que são movidos pelo coração
Em um momento qualquer,
Nada imposto, Ele fez um pedido, que logo foi atendido.
Agora, Ele tem o coração na cabeça,
E o cérebro no peito.
Então, onde estará sua precisão?
Em seus vasos não corre sangue, mas sim pensamentos,
De seu nariz não sai mais pedaços de cérebro,
E agora, Ele não tem mais lagrimas de pensamento,
E sim de sangue.
Eriko Renan
domingo, 17 de abril de 2011
Pensamentos de um dia
O dia estava triste. Foi no dia triste, escuro e um tanto chuvoso, com pancadas melancólicas de choro dos Deuses. Num andar feliz, contrariando todos os sentidos daquele dia, numa estranha felicidade calma e leve, descia eu, uma ladeira, inclinando o corpo para traz, numa tosca sensação de flutuar momentânea.
Num olhar panorâmico da rua, eu vi uma praça, em frente a uma igreja, como não haveria de ser, mas em cotidiano de descer ladeiras, nada era diferente, nada havia de me chamar atenção, a não ser uma bela mulher, que estava lá, distante e indiferente, do outro lado da rua. Eu lento, ela rápida, tinha um corpo belo, vinha em minha direção, eu a observava, sei, lembro a roupa que vestia, mas nada disso importa.
Aproximou-se, era bela, mas uma beleza cotidiana, com a cabeça baixa, numa expressão corporal triste, passo a passo. Estávamos quase nos cruzando, levemente sua cabeça se move, e só então percebo seus olhos, lindos, estagnados num observar o nada, num encontrar-se, e de toda aquela beleza cotidiana o choro dos deuses não mais importava, pois, ela estava em pranto, com lagrimas perfeitas e simples.
Indignado, me perguntei, porque só agora percebi, que de seus olhos caiam lagrimas? E toda aquela felicidade estranha, se esvai, aquela leveza, não mais a tenho, a bela não me olhou, enquanto eu a fitava, e suas lagrimas caiam, e sua respiração ofegava. Enquanto minhas costas pesavam, ela simplesmente passou, não sei para onde, não sei por que, ela com suas lagrimas, e eu com meu peso, ou o peso das lagrimas dela.
Eriko Renan
terça-feira, 1 de março de 2011
Uma noite admiravel
Toda noite é uma noite feliz
Não importa o sentido do que falo,
Só importa que falo.
Que a noite é linda, não importa a noite,
Ela é admirada, eu a admiro
E ela me admira, não é ego achar isso,
Mas numa espécie de sintonia, à noite me faz bem...
Quando todos dormem,
Eu escrevo, eu sorrio, eu choro.
Numa quebra de rotina, de uma rotina que não é minha,
E isso me faz bem,
O simples saber que sou diferente,
E que por eu a admirar, ela também me admira.
Não preciso de luas ou estrela, para ser feliz só com a noite.
Eriko Renan