Chorava pelos pulsos a dor que escorria vermelha. Cantava com
alegria “Fita Amarela”. Sentia que descobriria a morte, mas que com sorte não existiria
algo além do que via azul. Mas se existisse, desejava que fosse verde, que não
fosse o inferno, mas queimasse deixando tudo mais belo. De repente, tudo ficou
preto, e sentiu que seu corpo se despedaçou e caiu no infinito... Com esforço
abriu o olhos. Tudo se movia, dançava. Existiam todas as cores possíveis, e
ainda mais belas que antes... Sua boca amargava e sua pupila dilatava...quarta-feira, 12 de março de 2014
Chorava pelos pulsos a dor que escorria vermelha. Cantava com
alegria “Fita Amarela”. Sentia que descobriria a morte, mas que com sorte não existiria
algo além do que via azul. Mas se existisse, desejava que fosse verde, que não
fosse o inferno, mas queimasse deixando tudo mais belo. De repente, tudo ficou
preto, e sentiu que seu corpo se despedaçou e caiu no infinito... Com esforço
abriu o olhos. Tudo se movia, dançava. Existiam todas as cores possíveis, e
ainda mais belas que antes... Sua boca amargava e sua pupila dilatava...sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Não precisava de bebidas alcoólicas ou drogas do tipo. O
caminhar num lugar que há muito tempo não caminhava, não via as cores, nem
sentia o cheiro, me embriagava por completo. Aquela sensação nostálgica e
amedrontadora de mudança, de medo do desconhecido, sempre me fascinou, tenho
consciência disso, mas não tinha a consciência presente. Foi estranho perceber
que eu estava entendendo meus sentimentos ao retornar aquele lugar, perceber
minha completa embriagues. Essa percepção sempre acontecia, algum tempo após
esses sentimentos se extinguirem. Sorri com tudo aquilo, como me fazia bem. Pensei
em pegar um ônibus e resolver logo a situação, principalmente por facilitar a
direção a ser tomada. Desisti no primeiro segundo da ideia. Fui a pé, e toda
embriagues se foi no suor.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Foi como se a morte estivesse mais próxima, a alguns
segundos de encontra-lo na verdade. José suga algo q não sabe o que é, expira
fundo e inspira ainda mais fundo, e tudo para de existir por alguns segundos. Nada
além de seu coração, que bate com um desejo de não parar. Expira por não
conseguir mais inspirar, existe um pequeno retorno a consciência. Então ele
percebe que sua mente e seu coração desejam coisas diferentes. Inspira com mais
força, e mais força, e mais força, direto na mente, preferindo o desejo dela e
não de seu coração. Tudo para, sua visão fecha, seus sentidos já não mais
existem, e com mais força José inspira novamente. Nesse momento, não existe
mais corpo ou mente, nem desejo, tristeza ou amor. Existe apenas seu coração
que luta para não parar. José está onde queria. Por um segundo ele tem
consciência do que esta acontecendo, e tentar levantar a mão novamente, para
inspirar uma ultima vez, mas seu corpo não o obedece mais. Tum, tummm, tummmm,
seu coração ecoava em sua mente e seu corpo... o efeito que durara apenas alguns
segundos foi a eternidade desejada de José e triste ao acordar com coração e
mente desejando coisas diferentes as 3 da manhã.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Meu eu olho.
Um cão andaluz
Alguem soprando meus olhos,é assim que me sinto,
fragil, com medo,
como meus olhos, que com o mínimo contato,
SE fecham,
se escondem, para abrir rapidamente depois,
depois...
que se torna uma eternidade,
quando existe o desejo de olhar,
quando existe alguém para amar.
Tenho medo de tentar ser feliz!
O colo da mãe
O que eu preciso é de sorte,
eu preciso da morte,
- A quanto tempo não falava com você,
estava com saudade,
de tua calma,
de tua alma,
minha bela e amada morte,
dai-me a sorte de te ter
em meus braços,
de me ter em teu seio.
Deixe-me beber mais uma vez,
desse liquido dos loucos,
dos que te amam,
assim como eu,
me perdoe por abandona-la,
por tanto tempo.
Eri Naner
eu preciso da morte,
- A quanto tempo não falava com você,
estava com saudade,
de tua calma,
de tua alma,
minha bela e amada morte,
dai-me a sorte de te ter
em meus braços,
de me ter em teu seio.
Deixe-me beber mais uma vez,
desse liquido dos loucos,
dos que te amam,
assim como eu,
me perdoe por abandona-la,
por tanto tempo.
Eri Naner
O sopro numa vela
Perdoa meus pecados,
Meu caro amigo, amar-te é eterno,
mesmo que a possibilidade não exista, peço teu perdão,
por ter sido fraco, medíocre muitas vezes.
Meu mal foi amar, meu mal sempre é amar,
me perco nessa possibilidade, nesse
sentimento eterno e bizarro
que assume nosso corpo e mente,
Em meus poucos momentos de sanidade,
eu tentei esquecer esse amor
e agir com o mínimo de respeito que te devo,
e que não sei como pagar tamanha divida.
Sei que palavras não adiantam, são só palavras,
mas sei que nesse momento,
é a unica coisa que posso te dar, e preciso dar,
Não quero perder as possibilidade,
com magoas, espero que tudo se re-nove,
e existam outros goles e tragos compartilhados,
espero que essa eternidade que falei não fique só aqui dentro...
Eri Naner
Meu caro amigo, amar-te é eterno,
mesmo que a possibilidade não exista, peço teu perdão,
por ter sido fraco, medíocre muitas vezes.
Meu mal foi amar, meu mal sempre é amar,
me perco nessa possibilidade, nesse
sentimento eterno e bizarro
que assume nosso corpo e mente,
Em meus poucos momentos de sanidade,
eu tentei esquecer esse amor
e agir com o mínimo de respeito que te devo,
e que não sei como pagar tamanha divida.
Sei que palavras não adiantam, são só palavras,
mas sei que nesse momento,
é a unica coisa que posso te dar, e preciso dar,
Não quero perder as possibilidade,
com magoas, espero que tudo se re-nove,
e existam outros goles e tragos compartilhados,
espero que essa eternidade que falei não fique só aqui dentro...
Eri Naner
domingo, 9 de junho de 2013
Retornou
Todas as lágrimas foram para que algo mudasse. Digo, não externamente.
O suor também, claro
que tem motivo e sentido. Mas será que o sol chega aqui?
E então, tudo muda. E a embriagues te toma nos braços, tampa
seus olhos e ouvidos.
Tudo é saboreado.
Até que chega um momento em que...
Você se pega, sóbrio, completamente, no chão.
É ai que tudo volta e então o
“Eterno Retorno”, é mais rápido que uma vida.
E mesmo que tudo tenha mudado.
A vida e seus pesares individuais continuam iguais.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Viver é suicídio
A cada dia, a cada gole, tudo muda, mas a vida continua
igual, apenas vista de outra perspectiva. Um livro, um filme, muda toda uma
vida, influenciam em seus pensamentos argumentos, debates e diálogos, sua vida
muda, e você nem percebe, você passa por ela como se fosse o mesmo merda de
antes, e você é, porque te falta tudo, você não sabe o porquê mudar e muito
menos que mudou. O ciclo continua, e mais parece com um circulo que um ciclo.
Você não agradece nem aquela musica que teu amigo acaba de tocar e que te fez
bem... Você tem uma consciência de merda, que não te deixa viver, que só te
mostra o lado ruim das coisas, que só está lá pra te dar uma noção filha da
puta que você tá com medo, que toda essa relação de coração e mente, é poética
de mais pra dar certo, que é abstrato ao ponto de você conviver sem saber
exatamente porque o faz. E tudo, tudo te leva ao nada, um oco que nunca foi
preenchido, e se já, não é mais, ou vai deixar de ser... Então te pergunta,
será que vale a pena, e sem respostas você continua, vive apenas a espera, de
que? Sabe-se lá, talvez, (rsrsrs) tão contraditória e inacreditavelmente assim,
vida após a morte. Outros apenas esperam se sentir vivos. Não espere nada
apenas viva e nada mais, porque isso, meu caro, é suicídio.
Perdão
Ela fecha os olhos e mergulha,
Nem tira a roupa pra tal,
Sem pensar em nada, ela se purifica,
Dentro d’água é ainda mais bela,
Não se move, espera a ordem natural das coisas.
É levada em corpo e mente, para o nada, e por lá fica
sábado, 16 de fevereiro de 2013
.
Tudo é falso, na forma e na saudade. Cada um chora pelo que passa, pelo que sente. Bella , chora pelos outros, pela hipocrisia dos outro. E eu,
choro por ela que não sabe nem a metade...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
O retorno do abraço
Vem se perder o tempo que for preciso, nesse abraço. Que não
é tanto, mas é com amor, mas é sincero. Ele está aqui, sem nem um desperdício,
sem nem um abraço há algum tempo. Só para juntar todo acalanto, só para ti. Só
para te ninar, e acalmar qualquer coisa que possa vir a explodir. Só para
lembrar que nem uma dor supera nossa fraternidade. Ou espera, não vem. Ele vai
até você.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
João São
Todos loucos, loucos, e veja só! Eu, o único "São" nessa merda,
carrego o peso de tentar ajudar todos esses merdas. Estou cansado, puto. Todo
esse peso, todo esse fardo, que eu mesmo me propus. Ninguém mais será ajudado.
Serei um louco também, já que é assim, fodam-se. Que eu já tô na merda mesmo. Serei
mais um ser em cima da terra. Que não vive ou morre... ou melhor, não serei
nada...
domingo, 18 de novembro de 2012
Inspirapoesiação
E de repente o natural se torna indispensável, e o multicolorido
torna-se preto e branco. É preciso inspirar a ação e expirar poesia. É preciso
inspirar poesia e expirar a ação. É preciso se mutilar para continuar vivo, mesmo
sem um pedaço teu, mesmo sem o essencial...
É preciso sentir a culpa pra que nada seja em vão, pra que
de alguma forma esse sofrimento seja ainda pior.
E essa mutilação seja natural e depois indispensável.
Nesse momento, se fez poesia... inspire...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A torneira a pingar, apenas obriga Eri Naner a perceber quanto
o tempo demora a passar. Enquanto
nitidamente lembra-se dos sorrisos, e da musica tragada e compartilhada por
amantes. As lagrimas escorrem como um acido pelo seu rosto, e o sorriso se abre
para abraçar aquela lembrança que fere. Por fim, ele dorme, na esperança de
sonhar com o que lhe foi real.
sábado, 19 de maio de 2012
Só - brio
Pisando no chão e sentindo que está lá
Estou sóbrio e só, num madrugada qualquer...
Triste e linda (a tristeza não nega sua beleza).
Nostálgica,
Sinto uma vontade gigante de continuar andando sem saber onde vou parar.
Estou cansado de minha sobriedade...
E olhando nos olhos do desapego, volto para casa e leio “embriague-se” de Baudelaire.
Porque estou sóbrio?
Julia sorri. Logo de manhã
cedinho ela acorda pensando no sonho que teve, mas logo vai para o trabalho.
Sonhou que sabia voar. Como é belo seu sonho, Julia caminha tranquilamente num
campo coberto de flores. O céu a observa, a chama, e ela apenas caminha,
observando a arvore que se move num balé quando o vento a conduz, os pássaros
que brincam livres por entre as arvores e o vento, ela sonha. Julia corre até o
topo de uma colina, e lá ela espera, e lá ela sorri, o vento a conduz, ela
inclina seu corpo para frente e sente seus pés saírem do chão, fecha os olhos e
sorri novamente. Seu voo lembra o de uma pipa. Que lindo aquele momento, seu
pairar, seu amor pela liberdade. Uma sensação que não sentirá novamente.
Julia sorri, no meio do
matadouro, um fedor infernal, ela observa os urubus pairando no ar a espera de
alguma carniça, ela se lembra do sonho e deseja de alguma forma ser aquele
urubu.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Encontrar-se para que?
Enquanto vagava pelo mundo, a procura de algo para procurar,
PAREI, olhei timidamente para dentro de um boteco chamado “O Próprio”. Entrei; vi-me
cotidianamente sentado em frente ao balcão. Me encontrei, sentei ao meu lado,
pedi uma pinga, e um cigarro –um trago, um gole, um trago, um gole- um tanto
embriagado me voltei para meu eu que apenas olhava para o nada, pensei ter
encontrado o que procurava procurar. Dei um ultimo trago sorri para mim e fui
embora.
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